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Livro da semana: Telefone sem fio

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Um pouco sobre Telefone sem Fio

Adorava brincar de telefone sem fio. Quando um tio brincalhão entrava na brincadeira só para fazer rimas engraçadas e distorcer a mensagem, era ainda mais divertido. Ria até a barriga doer e sentia uma vontade enorme de ficar ali para sempre. O único problema é que só dá para brincar quando tem muita gente por perto, certo? ERRADO. Com o livro Telefone sem Fio, de Ilan Brenman e Renato Moriconi, dá até para brincar sozinho. Personagens clássicos da história e da literatura estão sempre prontos a trocar segredos com a gente. Vovozinha, Chapeuzinho Vermelho, bobo da corte, índio e pirata são alguns dos nossos novos e eternos companheiros nessa brincadeira. Além de divertido, esse é um daqueles livrões, com ilustração digna de galeria de arte e sem nenhum texto, exceto aquele que a sua imaginação pode criar. Livro lindo, ideia genial para estimular a criatividade. Eu leio mil vezes. E cada vez de um jeito diferente.

Eu e o livro

No HC, em São Paulo.

– Tiffany, o que o pirata falou pro papagaio?
– Ei, papagaio, ele disse que você é um pato.

Leio mil vezes

Telefone sem fio, de Ilan Brenman e Renato Moriconi. Companhia das Letrinhas

Para crianças de 2 a 100 anos.

Chapeuzinho e lobo

Sou apaixonada por livro-imagem! Se quiser saber mais sobre eles, leia este post aqui https://comelas.wordpress.com/2012/01/28/sem-palavras/

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Nova gramática do português brasileiro, por Valentina Monteiro

Papai: Você é a minha pirulita.
Nina: Você é pirulito di mim.

Valentina, 2 anos, filha do Guilherme e da Fernanda Monteiro, criando novas variações de uso da língua. E agora, Fiorin e Ataliba Castilho?

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Carnaval com Palavra Cantada

Nosso domingo de feriado quase virou um domingo de carnaval. Fomos a um verdadeiro baile de salão. Acho que essa é a melhor expressão para você entender direitinho o que vivemos ontem no show do Palavra Cantada no HSBC Brasil. Confete, serpentina, crianças fantasiadas, SÓ música boa, em boas companhias. Foi um daqueles dias que passamos meses relembrando. Hoje, cheguei em casa depois do trabalho, cantarolando uma das músicas que a dupla Sandra Peres e Paulo Tatit cantou no show e dou de cara com eles de novo. Dessa vez, estavam em cima da minha mesa, na edição de janeiro da Revista Brasil – Almanaque de cultura popular. Como não acredito em coincidências, achei que era um sinal. E dessa vez não deixei passar. Resolvi postar aqui a minha admiração por talentos que, como eles, se renderam ao universo lúdico. Quem não conhece Palavra Cantada tem que conhecer. É música para dançar e lavar a alma, não é, Luana?

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Li a entrevista todinha na revista e compartilho com vocês os melhores trechos. Vale a pena ler até o final.

O que levou vocês a fazer música para crianças?

Sandra: Nós já trabalhávamos há alguns anos juntos. Quando fizemos um tema infantil para a TV Cultura, gostamos do experimentalismo que fazer música para criança oferece, de poder tentar coisas novas e que não são da moda. E fomos adiante.

Quando vocês cantam canções tradicionais, não se preocupam em adaptá-las ao politicamente correto?
Sandra: De jeito nenhum. Mas, na verdade, não faz muita diferença: “Atirei o pau no gato” ou “Não atire o pau no gato”, dá na mesma na cabeça da criança. Olha outro exemplo: Sambalelê tá doente / Tá com a cabeça quebrada / O que Lelê precisava / É de umas boas palmadas. Na música, a criança só percebe o Lelê.

Quando vocês compõem, pensam em educar ou agradar?

Sandra: Uma coisa importante é discernir: nós não somos educadores. Nós acreditamos e percebemos que quem quer educar com música só faz música chata. A gente encontra uma maneira lúdica, inspiradora e brincalhona para transmitir conhecimento, o que, no fundo, no fundo, é ensinar.

Paulo: Não temos a intenção de ensinar uma coisa objetiva. Mas eu gosto, por exemplo, de tocar uma música que tenha um ritmo de congada e, apesar de eu não estar falando na letra que é uma congada, uma manifestação brasileira importante, estou ensinando a ouvir uma congada.

Como falar de coisas importantes para as crianças sem cair na armadilha de fazer canções cheias de discursos prontos?
Paulo: De modo geral, o discurso que se faz para uma criança não pega bem na música. A não ser que se faça de uma maneira genial, como Arnaldo Antunes fez para o Castelo Rá-Tim-Bum: Lava uma mão / Lava outra / A doença vai embora junto com a sujeira / Verme, bactéria, mando embora embaixo da torneira. Mas é um segredo como se faz uma coisa dessas, com a maior objetividade do mundo, sem parecer “Vamos escovar os dentinhos”. É preciso articular muito bem a linguagem para não ficar ruim. Caetano Veloso está cheio de exemplos para adultos: Enquanto os homens exercem/ Seus podres poderes / Morrer e matar de fome / De raiva e de sede / São tantas vezes / Gestos naturais. Se você lê, parece que nem dá para cantar, que é um artigo de jornal. A articulação da linguagem é que vai convencer que aquilo ficou legal. Esse é o segredo, a gente não consegue dominar isso. Sai ou não. Apesar de ser mais difícil de perceber mentalmente, a melodia tem conteúdo também. Todo mundo percebe na pele, nos sentidos.

Vocês têm alguma expectativa com a lei recente que obriga o ensino de música nas escolas?
Sandra: Com a expectativa que a gente teve, surgiram os cinco volumes de Brincadeiras Musicais e dois de Brincadeirinhas Musicais É uma maneira lúdica de passar esse conhecimento. Mas, diante dessa lei, há o perigo da escola colocar de cara para os alunos ou a partitura ou o funk. E nenhum dos dois caminhos ensina música. As pessoas acham que é só ensinar partitura e está tudo resolvido. Está resolvido para a criança sair correndo e nunca mais querer ouvir falar de música. Partitura é uma codificação que pode virar música, não interessa para a criança. Outro extremo é usar o funk, que atrai, mas que muitas vezes tem letras e gestos inadequados.

Qual é, afinal, a importância do aprendizado musical na infância?
Paulo: O cara que curte música tem uma possibilidade mais espiritualizada nesse mundo, que é totalmente material. É inexplicável o efeito que a música produz até quando a criança é muito pequena, com menos de um ano. Às vezes ela chora e o adulto acha que está com medo da música. Não é medo, ela está superemocionada. É um mistério que faz com que você entre em outra sintonia. Isso no mundo inteiro, em todas as culturas possíveis. As mais primitivas tinham música para tirar você da conexão terrestre. Uma música, em dois minutos, pode te fazer chorar. É a coisa que mais rapidamente te muda, além de ser das poucas capazes de subverter o tempo: uma música de dois minutos pode parecer muito mais comprida, e uma de 16, bem mais curta. Quando a gente diz que está ensinando alguma coisa, estamos ensinando principalmente a ouvir música, a se sensibilizar por música. Acho que existe um caminho. Primeiro, você aprende as infantis. Se tiver uma base legal, escolhe a música da vida adulta. E, se chegar a curtir a música clássica, aí você estará num patamar que vai ter muito o que fazer na velhice.

Você pode ler esta entrevista completa na revista Brasil – Almanaque de cultura popular, número 165

O site deles é este aqui http://www.palavracantada.com.br/

BAILE DE CARNAVAL NO RIO!

12 de Fevereiro, às 17h

Local: Clube Monte Líbano – Av. Borges de Medeiros, 701, Lagoa

Abertura dos portões e início das atividades: 15h.

Classificação Livre. O local possui acesso para deficientes físicos.

Informações do evento: (21) 2210-2117, contato@hibridoeventos.com.br

ingressos: http://www.ingressomais.com.br

E esta é a música que estava cantando, quando entrei em casa hoje.

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Curso Básico de Formação para Contadores de História

Já faz um ano que recebi um e-mail com o convite que, hoje, repasso a vocês. Que tal fazer o curso Básico de Formação para Contadores de História na Biblioteca Hans Christian Andersen?
Se você tiver a mesma reação que eu, vai responder imediatamente: “Nuossss, que legal! Como faço a inscrição?” As informações sobre o curso estão lá embaixo, no final do post.
Agora, se você acha que pode ser legal, mas também acha que isso, que aquilo e que aquilo outro, aqui vai uma lista de motivos para você pensar melhor:

– Se você termina de ler um livro infantil com os olhos cheios de lágrima, no curso, você vai chorar rios de alegria.

– Se você se acha meio esquisitinha porque já passou da idade de ser apaixonada por livro de criança, no curso, você vai conhecer pelo menos trinta pessoas iguais a você.

– Se o seu filho (ou neto) ama as suas histórias, está na hora de começar a contar para mais crianças. A literatura é generosa.

– Se você já passou dos 30 e ainda tem o seu livro preferido da infância na estante, isso pode ser um sinal.

– Se você sempre quis contar história, mas acha que não leva jeito para isso, pode parar de ler este post e começar a fazer a sua inscrição. Se os outros alunos soubessem contar suuuuuper bem, seriam professores.

– Se você não quer fazer o curso, porque vai morrer de vergonha de contar história para um monte de adulto, está na hora de saber que lá todos voltamos para a infância.

– Se você já se inscreveu neste curso e não conseguiu vaga, acho que deveria pensar mais um pouquinho no que escrever na Carta de Interesse. Olhe para dentro de você, e não apenas para a sua experiência com a narração.

– Se você nunca leu este blog e de repente se viu aqui, procurando informações sobre este curso, isso não é um post, é um CHAMADO!!!!!!!!

Ai, que saudade. Passar a manhã de sábado ouvindo história é quase como passar a manhã na varanda ouvindo os pássaros cantar. Eu voltava flutuando para casa, cantarolando histórias e a alegria de, finalmente, me encontrar.

Esse convite pode mudar a sua história. Não pense duas vezes. Giba Pedroza, Lili Flor, Ana Luísa Lacombe e outros mestres da narrativa sempre valem a pena.

INFORMAÇÕES PARA O CURSO BÁSICO DE FORMAÇÃO PARA CONTADORES DE HISTÓRIA
BIBLIOTECA TEMÁTICA EM CONTOS DE FADAS HANS CHRISTIAN ANDERSEN

Coordenação: Ana Luísa Lacombe
http://www.fazeconta.art.br

Inscrições: de 18 a 28 de fevereiro
Início do Curso: 16.março.2013
Período: das 09h30 às 13h30 (sábado) – passa rápido e não dá sono, juro!
Término previsto: 06.julho.2013.
GRATUITO!!!!!!!!!!

Inscrições pessoalmente. Trazer carta de interesse (escreva com o coração) e documentos pessoais.
Seg a sex: 11h às 18h
Sábado 10h às 15h

BIBLIOTECA TEMÁTICA EM CONTOS DE FADAS
HANS CHRISTIAN ANDERSEN
Av. Celso Garcia – 4142 – Tatuapé
03064-000 – São Paulo – SP
Tel/Fax: (11)2295-3447
http://bibliotecacontosdefadas.wordpress.com

formatura

Se você quer saber sobre outros cursos de narração de histórias, dê uma olhadinha no blog da Rê!
http://quantoscontosvaleumconto.wordpress.com/

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Livro da semana: Flop, a história de um peixinho japonês na China

 Imagem

Um pouco sobre Flop

Flop não é a história de um peixinho japonês na China, como o subtítulo indica. É muito mais. Este livro revela, em cenas objetivas, os códigos universais de amizade e companheirismo. Nada muda o que um amigo sente pelo outro. Juntos, brindam a vida, sonham, aceitam as diferenças e as escolhas de cada um, pois sabem que esta grande amizade nunca será menor do que a distância. Neste livro-imagem, o autor Laurent Cardon traduz em ilustrações o que só conseguimos dizer com um abraço. Ou com um post como este, dedicado às grandes amigas. É no silêncio e na compreensão que as grandes amizades se revelam.

Eu e o livro

No Hospital das Clínicas:

– Tia, eu não gosto desses livros sem texto, porque eu nunca sei o que eles dizem.

– Vamos inventar?

– Oba, vamos.

Leio mil vezes

Flop – a história de um peixinho japonês na China. Laurent Cardon, Panda Books.

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Não, querido, o leite não vem da caixinha. Vem da vaca.

Sim, essa conversa realmente existiu em uma sala de aula de São Paulo. Se a gente pensar um pouco, é meio lógica a associação do menino. Se ele só vê o leite sair da caixinha, o leite vem da caixinha. Por que não? Poderia vir da padaria ou do supermercado também. Risos. Essa é uma das consequências da correria, da vida em grandes cidades. Normal. Para não correr este risco, levei minha sobrinha à Fazendinha – Estação Natureza. Fica um pouco depois do aeroporto de Congonhas. Quem embarca nem imagina que ali perto, entre um cruzamento e outro, criança tira leite de vaca, dá comida para pato, ovelha, ganso, anda a cavalo, pega coelho e porquinho da índia no colo e passa um dia inteiro perto da natureza. O espaço não é grande como o de uma fazenda, mas é bem acolhedor. Os monitores são ótimos e, no final, ensinam as crianças a fazer pão e minhocas de argila.

Leve logo o seu filho, antes que ele comece a achar que todo porco é rosa, que as vacas vivem nos livros e que cavalo é o modelo do carro do príncipe encantado.

Av. Washington Luís, 4.221, Santo Amaro.

Telefone: 5034.2728. Sáb. e dom.: das 10h às 17h. Ingr.: R$ 30,00 (adulto) e R$ 35,00 (crianças de dois a 12 anos). Estacionamento: R$ 10,00.

PS.: Se você vai ficar por aqui no Carnaval, vai ter baile e oficina de criação de máscaras.

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