Arquivo da tag: Contação de história

Curso Básico de Formação para Contadores de História

Já faz um ano que recebi um e-mail com o convite que, hoje, repasso a vocês. Que tal fazer o curso Básico de Formação para Contadores de História na Biblioteca Hans Christian Andersen?
Se você tiver a mesma reação que eu, vai responder imediatamente: “Nuossss, que legal! Como faço a inscrição?” As informações sobre o curso estão lá embaixo, no final do post.
Agora, se você acha que pode ser legal, mas também acha que isso, que aquilo e que aquilo outro, aqui vai uma lista de motivos para você pensar melhor:

– Se você termina de ler um livro infantil com os olhos cheios de lágrima, no curso, você vai chorar rios de alegria.

– Se você se acha meio esquisitinha porque já passou da idade de ser apaixonada por livro de criança, no curso, você vai conhecer pelo menos trinta pessoas iguais a você.

– Se o seu filho (ou neto) ama as suas histórias, está na hora de começar a contar para mais crianças. A literatura é generosa.

– Se você já passou dos 30 e ainda tem o seu livro preferido da infância na estante, isso pode ser um sinal.

– Se você sempre quis contar história, mas acha que não leva jeito para isso, pode parar de ler este post e começar a fazer a sua inscrição. Se os outros alunos soubessem contar suuuuuper bem, seriam professores.

– Se você não quer fazer o curso, porque vai morrer de vergonha de contar história para um monte de adulto, está na hora de saber que lá todos voltamos para a infância.

– Se você já se inscreveu neste curso e não conseguiu vaga, acho que deveria pensar mais um pouquinho no que escrever na Carta de Interesse. Olhe para dentro de você, e não apenas para a sua experiência com a narração.

– Se você nunca leu este blog e de repente se viu aqui, procurando informações sobre este curso, isso não é um post, é um CHAMADO!!!!!!!!

Ai, que saudade. Passar a manhã de sábado ouvindo história é quase como passar a manhã na varanda ouvindo os pássaros cantar. Eu voltava flutuando para casa, cantarolando histórias e a alegria de, finalmente, me encontrar.

Esse convite pode mudar a sua história. Não pense duas vezes. Giba Pedroza, Lili Flor, Ana Luísa Lacombe e outros mestres da narrativa sempre valem a pena.

INFORMAÇÕES PARA O CURSO BÁSICO DE FORMAÇÃO PARA CONTADORES DE HISTÓRIA
BIBLIOTECA TEMÁTICA EM CONTOS DE FADAS HANS CHRISTIAN ANDERSEN

Coordenação: Ana Luísa Lacombe
http://www.fazeconta.art.br

Inscrições: de 18 a 28 de fevereiro
Início do Curso: 16.março.2013
Período: das 09h30 às 13h30 (sábado) – passa rápido e não dá sono, juro!
Término previsto: 06.julho.2013.
GRATUITO!!!!!!!!!!

Inscrições pessoalmente. Trazer carta de interesse (escreva com o coração) e documentos pessoais.
Seg a sex: 11h às 18h
Sábado 10h às 15h

BIBLIOTECA TEMÁTICA EM CONTOS DE FADAS
HANS CHRISTIAN ANDERSEN
Av. Celso Garcia – 4142 – Tatuapé
03064-000 – São Paulo – SP
Tel/Fax: (11)2295-3447
http://bibliotecacontosdefadas.wordpress.com

formatura

Se você quer saber sobre outros cursos de narração de histórias, dê uma olhadinha no blog da Rê!
http://quantoscontosvaleumconto.wordpress.com/

Etiquetado , , , , , , , , ,

Nossa história nesse Natal

O Natal tem duas fases. Primeiro, quando somos criança e ganhamos presentes. Depois, adultos, damos os presentes. Estou nessa segunda etapa. E gosto. Nesse Natal, estava numa rotina acelerada de muito trabalho, idas e vindas a lojas, enfrentando estacionamentos lotados, até que recebi um e-mail da Irene Tanabe, líder dos contadores de história do Hospital das Clínicas: “Será que vai dar para presentear as crianças este ano? Elas adorariam ganhar os livros que a gente conta.”
E agora? São muitas, muitas crianças. Como conseguir? Logo pensei em fazer uma campanha (mania de publicitário), mas nem foi preciso. Parece que o universo espera um pequeno gesto, uma frase como essa, perdida em um e-mail, para unir pessoas que estão prontas a colocar o outro em primeiro lugar, pelo menos por algumas horas do dia. Para começar, enviamos uma mensagem e seu retorno nos encheu de coragem. Esperávamos receber um livro da editora e recebemos uma caixa. Em seguida, outro incentivo. Uma doação em dinheiro. Seguimos confiantes. A resposta à pergunta da Irene chegou de lugares diferentes, por pessoas diferentes e das formas mais variadas. Sim, conseguiremos presentear todas as crianças com livros neste Natal, porque recebemos uma lista com o e-mail de alguns editores, porque uma escritora deixou vários livros seus conosco, porque nossas amigas compraram seus livros preferidos para as crianças, porque uma contadora de histórias que trabalha em editora deixou mais uma caixa de livros no hospital. E para terminar essa corrente, porque nos emprestaram um carro grande para conseguirmos retirar, em outra editora, caixas e mais caixas de livros doados. Deu certo. Nesta foto, estão os contadores de história do Viva e Deixe Viver que entregaram às crianças essa história que nasceu de todos nós e que acabei de contar para vocês. No próximo Natal, só espero receber um presente. Fazer parte disso tudo de novo.

040 (640x480)

Obrigada a todos que fizeram parte dessa história.
Um agradecimento especial às editoras e aos editores da Melhoramentos, Cosac Naify e Saraiva.

Etiquetado , , , , , , , , ,

Livro da semana: Flop, a história de um peixinho japonês na China

 Imagem

Um pouco sobre Flop

Flop não é a história de um peixinho japonês na China, como o subtítulo indica. É muito mais. Este livro revela, em cenas objetivas, os códigos universais de amizade e companheirismo. Nada muda o que um amigo sente pelo outro. Juntos, brindam a vida, sonham, aceitam as diferenças e as escolhas de cada um, pois sabem que esta grande amizade nunca será menor do que a distância. Neste livro-imagem, o autor Laurent Cardon traduz em ilustrações o que só conseguimos dizer com um abraço. Ou com um post como este, dedicado às grandes amigas. É no silêncio e na compreensão que as grandes amizades se revelam.

Eu e o livro

No Hospital das Clínicas:

– Tia, eu não gosto desses livros sem texto, porque eu nunca sei o que eles dizem.

– Vamos inventar?

– Oba, vamos.

Leio mil vezes

Flop – a história de um peixinho japonês na China. Laurent Cardon, Panda Books.

Etiquetado , , , , , ,

O Giba e a Margarida

Quando penso em narração de histórias, penso em Giba Pedroza.

Quando penso em ilustração de livro infantil, penso em André Neves.

Acho que outras pessoas também pensam assim. Acabo de encontrar um vídeo fantástico que une o talento desses dois personagens tão importantes para o imaginário infantil.

Quem não conhece Giba Pedroza precisa conhecer. E quem não conhece Margarida, livro de André Neves, não sabe o que está perdendo.

Vejo mil vezes. Minha sobrinha também.

Etiquetado , , , , , ,

Na Cosac, livro infantil é obra de arte. Aproveitem a promoção.

Hoje é o último dia da promoção dos livros infantis da Cosac Naify.

Clique aqui e escolha o seu.

http://editora.cosacnaify.com.br/loja/estatica.aspx?id=43


Livros que recomendo:

– Ops

– Assim ou assado?

– Sombra

–  A casa assombrada

– Como um peixe na água

– O presente

– Espelho

– O pato, a morte e a Tulipa

– Pê de pai

– O dariz (para contar de nariz tampado)

– O fazedor de velhos (infantojuvenil sensacional)

– Quem quer este rinoceronte?

– Fico à espera

– A árvore generosa (lindoooooooo)

– A fada feiticeira

– Uma girafa e tanto

– A rainha das cores (poesia em cor)

 

Livros que gostaria de comprar:

Todos os que estão no site e não estão na lista acima. Risos
Aproveitem a promoção. Os infantis da Cosac Naify sempre valem a pena.
Etiquetado , ,

Livro da semana: Pollyanna

Um pouco sobre Pollyanna

Nem quando tudo dá errado Pollyanna perde o bom humor. Seu sorriso é uma alquimia. Aos poucos, transforma todos os que estão ao redor. Com o jogo do contentamento, brincadeira que aprendeu com o seu pai, ela se diverte em meio a uma imensa lista de tarefas, faz a Mrs. Snow perder a frieza e bate a porta muitas vezes, louca de alegria. Esta adaptação do clássico que Eleanor Porter deixou para as crianças do mundo todo não é nem de longe um livro de auto-ajuda, mas é uma lição de vida em 64 páginas. Recomendo mil vezes.

Eu e o livro

Posso dizer que conheci a verdadeira Pollyanna. Seu nome era Lorena. Depois de vivermos muitas histórias juntas, seu tempo ao nosso lado chegou ao fim. Ainda bem que as lembranças nunca vão embora. O que ela deixou em mim e em todos que tiveram o privilégio de conhecê-la será eterno.

Leio mil vezes

Pollyanna, adaptação de João Anzanello Carrascoza. Editora Ática.

Lorena, a minha Pollyanna

Lorena, a minha Pollyanna

A Pollyanna do ilustrador Orlando

A Pollyanna do ilustrador Orlando

Etiquetado , , , , , ,

Livro da Semana: O Campo dos Gigantes

Um pouco sobre O Campo dos Gigantes

Este conto de tradição oral turca conquistou muitas risadas aqui no Brasil quando foi recontado por Rosane Pamplona. Consegue imaginar o que acontece quando 10, 20, 220 gigantes estão ao seu lado para fazer exatamente a mesma coisa que você? O resultado só pode ser grandioso. Mergulhe nesta história, mas tome cuidado. Chorar de rir perto dos gigantes pode ser muito perigoso.

Eu e o livro

No HC, em São Paulo.

– Tia, queria ser um gigante.

– Você já é, querido.

Leio mil vezes

O Campo dos Gigantes

De Rosane Pamplona

Brinque-Book

Rosane Pamplona contando esta história. Uma gigante.

Etiquetado , , , , , ,

Uma história de presente. Obrigada, Irene Tanabe.

Os meninos perdidos de Jujubalândia

A lenda diz que há muito tempo, em uma pequena vila de pescadores, vivia uma menina chamada Juliana, mais conhecida como Jujuba. A pequena e doce garota ouviu de uma velha sábia que existia uma aldeia, além das montanhas, chamada Jujubalândia e que alguns meninos desapareceram ao procurar pelo lugar misterioso. Ela contou aos moradores, mas ninguém acreditou em sua história.

Até que um dia, Jujuba foi em busca dessa aldeia. Subiu a montanha, desceu, enfrentou monstros e seres terríveis que saíam das cavernas. Ela sempre andava com umas balas jujubas no bolso. Era só ela jogar na boca dos monstros que eles explodiam. Mas esses doces explodiam somente na boca dos monstros. Durante à noite, ela se alimentava com essas jujubas.

Depois de muito tempo, Juliana chegou à aldeia Jujubalândia. Tudo era colorido, com casas feitas de biscoitos, árvores com balas, flores de marzipã e moitas de algodão doce. Então ela se perdeu em meio a tantas gostosuras e delícias. Ela comia, comia, mas nunca engordava. Ficava embaixo das árvores se deliciando, lambendo os dedos, até que ela se lembrou de sua missão: encontrar os meninos perdidos.

Caminhou pela aldeia, disfarçada de jujuba gigante até que avistou os meninos. Eles estavam enormes e gordos de tanto comer doces. Ela os escondeu dentro das moitas de algodão doce e fugiu com os garotos. Como a viagem era longa, a caminhada fez os meninos emagrecerem saudáveis. Eles voltaram para casa e, a partir desse dia, todos da vila passaram a acreditar nas histórias de Jujuba.

História escrita por Irene Tanabe

Minha querida amiga Irene criou esta história em minha homenagem. Preciso dizer o quanto ela é especial?

Ah, uma dica. Suas contações de história com origami são imperdíveis. Confira a agenda aqui.

http://origamii.wordpress.com

Etiquetado , , , ,

Livro da semana: Até as princesas soltam pum

Um pouco sobre Até as princesas soltam pum

Criança vive fazendo pergunta que a gente não sabe responder. E é justamente uma pergunta como essa que nos convida a descobrir os segredos de algumas princesas. “Pai, as princesas soltam pum?”. O pai da Laura não foge. Responde em grande estilo, recontando trechos secretos de histórias clássicas, que andavam escondidos no Livro secreto das princesas. Sim, a Cinderela, a Branca de Neve e a Pequena Sereia também soltam pum. O importante é ler esta história em voz baixa. Temos que manter este segredo.

Eu e o livro

Quando acabei de contar como aconteceu o pum da primeira princesa, perguntei:

– Vitor, você está sentindo algum cheiro estranho?

Ele responde, cheirando o livro.

– Nossa, que cheiro ruim. Acho que a Cinderela comeu feijão, tia.

Leio mil vezes: 

Até as princesas soltam pum

de Ilan Brenman, ilustração de Ionit Zilberman

Brinque-Book

Ilustração Ionit Zilberman


Etiquetado , , , , ,

Livro da semana: A grande fábrica de palavras

Um pouco sobre A grande fábrica de palavras  

Se quase tudo o que temos foi fabricado em algum lugar, de onde vêm as palavras? Em que país elas são fabricadas? Este é o cenário de A grande fábrica de palavras, onde falar custa caro e Philéas, sem dinheiro, precisa encontrar um jeito de dizer o quanto gosta de Cybelle.

Eu e o livro

No final da contação, logo depois que contei qual era a última palavra de Philéas para conquistar Cybelle, um menino, em meio a um grupo de meninas, levantou, com ar galanteador: “Que burro. Eu não diria isso para ela. É muito melhor chamar para sair”.

Leio mil vezes: A grande fábrica de palavras, de Agnès de Lestrade e Valeria Docampo. Aletria Editora

Num país onde falar custa caro, tomar sopa de letrinha é mais chique do que comer caviar

Etiquetado , , , , , , ,