Arquivo mensal: abril 2012

Rosane Pamplona me contou

   
Rosane Pamplona é escritora, professora e apaixonada por histórias de tradição oral. Hoje, fiquei sabendo um pouco mais sobre a sua própria história. Compartilho este privilégio com vocês.

Gosto de recontar histórias e vou começar recontando a minha. Nasci em São Paulo na Av. Paulista, ou seja, sou bem paulistana mesmo. Mas de coração caipira. Acho que sempre ansiava em sair da cidade grande e talvez as histórias tenham sido um transporte para mim. Passava as férias na fazenda e adorava brincar de tudo o que tinha “fala”: roda, versinhos, causos. Meu amor pela palavra foi fatal e fiel, sempre e eternamente.

O livro que me acompanha todos os dias é Grande Sertão: veredas. Não há nada igual. Ele me diz tudo o que preciso saber.

Eu daria de presente para adultos o livro Grande Sertão: veredas. Sem dúvidas. Para crianças, daria um dos meus. Novas histórias antigas, o primeiro e meu xodó.

Mas adoraria que as crianças conseguissem ler os livros que povoaram minha infância, sobretudo os de Monteiro Lobato e Malba Tahan.

Contei muitas vezes para os meus filhos a história A dança das doze princesas, chamada também de Os sapatos dançarinos.

Para ser um bom contador de história é preciso ser bom ouvinte. Ter interesse verdadeiro. Pelo outro, pelo mundo, por si mesmo.

Acredito de corpo e alma no poder da palavra. Uma palavra bem dada pode ser o melhor remédio (e um veneno, se mal dada). Mas isso daria uma tese, podemos falar noutra ocasião. 

Quem conta um conto aumenta um ponto. Quando eu reconto as histórias, eu evito distorcer o que chamo de símbolos principais. Esses devem ficar intocados. Mas “aumento os pontos” nas descrições, nas introduções. E cada contador, ao dar as pausas, alterar o timbre de voz, imprimir o ritmo e a velocidade em cada cena, já está modificando a história, não é? 

Coleciono citações e, para terminar, gostaria de deixar uma aqui para vocês: Quem se sente responsável pela palavra ajuda o homem a vencer o mal.” Guimarães Rosa

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Wish List

Tenho apego aos livros. Os digitais são super bem-vindos, mas enquanto houver livro na livraria, estarei lá. Eu e a minha listinha. Carrego na carteira um papel amassado, cheio de indicações de livros infantis. Quem indicou? Amigos contadores, escritores, a Folha e a Revista Crescer, que sempre publica os melhores do ano. A minha wish list é uma espécie de funil para as visitas rápidas à livraria. Peço para o vendedor buscar os 10 primeiros títulos da lista. Normalmente, ele volta com quatro. Dos quatro, escolho um. Antes disso, fico meia hora à deriva, mergulhando nas páginas em busca de mim e do livro da vez. Algum destes será o próximo. Compartilho com vocês.

Os dez próximos títulos da minha wish lis

– Era uma vez três – Rosane Pamplona, Editora Moderna

– Os Amigos do Balacobaco – Ana Terra, Callis

– O Pato, A Morte e a Tulipa – Wolf Erlbruch, Cosac Naify

– Lóris Lento – Alexis Deacon, Cosac Naify

– Seu soninho, cadê você? – Virginie Guérin, Companhia das Letrinhas

– A casa dos beijinhos – Claudia Bielinsky, Companhia das Letrinhas

– Casal Verde – Índigo, Hedra

– Casulos – André Neves, Ed. Global

– O vento – Rui de Oliveira, DCL

– Isso é um poema que cura os peixes – Jean-Pierre Siméon, SM

Alguém tem outras dicas? Minha wish list nunca vai ter fim.

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Na Cosac, livro infantil é obra de arte. Aproveitem a promoção.

Hoje é o último dia da promoção dos livros infantis da Cosac Naify.

Clique aqui e escolha o seu.

http://editora.cosacnaify.com.br/loja/estatica.aspx?id=43


Livros que recomendo:

– Ops

– Assim ou assado?

– Sombra

–  A casa assombrada

– Como um peixe na água

– O presente

– Espelho

– O pato, a morte e a Tulipa

– Pê de pai

– O dariz (para contar de nariz tampado)

– O fazedor de velhos (infantojuvenil sensacional)

– Quem quer este rinoceronte?

– Fico à espera

– A árvore generosa (lindoooooooo)

– A fada feiticeira

– Uma girafa e tanto

– A rainha das cores (poesia em cor)

 

Livros que gostaria de comprar:

Todos os que estão no site e não estão na lista acima. Risos
Aproveitem a promoção. Os infantis da Cosac Naify sempre valem a pena.
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Livro da semana: Pollyanna

Um pouco sobre Pollyanna

Nem quando tudo dá errado Pollyanna perde o bom humor. Seu sorriso é uma alquimia. Aos poucos, transforma todos os que estão ao redor. Com o jogo do contentamento, brincadeira que aprendeu com o seu pai, ela se diverte em meio a uma imensa lista de tarefas, faz a Mrs. Snow perder a frieza e bate a porta muitas vezes, louca de alegria. Esta adaptação do clássico que Eleanor Porter deixou para as crianças do mundo todo não é nem de longe um livro de auto-ajuda, mas é uma lição de vida em 64 páginas. Recomendo mil vezes.

Eu e o livro

Posso dizer que conheci a verdadeira Pollyanna. Seu nome era Lorena. Depois de vivermos muitas histórias juntas, seu tempo ao nosso lado chegou ao fim. Ainda bem que as lembranças nunca vão embora. O que ela deixou em mim e em todos que tiveram o privilégio de conhecê-la será eterno.

Leio mil vezes

Pollyanna, adaptação de João Anzanello Carrascoza. Editora Ática.

Lorena, a minha Pollyanna

Lorena, a minha Pollyanna

A Pollyanna do ilustrador Orlando

A Pollyanna do ilustrador Orlando

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