Arquivo mensal: março 2012

Livro da Semana: O Campo dos Gigantes

Um pouco sobre O Campo dos Gigantes

Este conto de tradição oral turca conquistou muitas risadas aqui no Brasil quando foi recontado por Rosane Pamplona. Consegue imaginar o que acontece quando 10, 20, 220 gigantes estão ao seu lado para fazer exatamente a mesma coisa que você? O resultado só pode ser grandioso. Mergulhe nesta história, mas tome cuidado. Chorar de rir perto dos gigantes pode ser muito perigoso.

Eu e o livro

No HC, em São Paulo.

– Tia, queria ser um gigante.

– Você já é, querido.

Leio mil vezes

O Campo dos Gigantes

De Rosane Pamplona

Brinque-Book

Rosane Pamplona contando esta história. Uma gigante.

Etiquetado , , , , , ,

Uma história de presente. Obrigada, Irene Tanabe.

Os meninos perdidos de Jujubalândia

A lenda diz que há muito tempo, em uma pequena vila de pescadores, vivia uma menina chamada Juliana, mais conhecida como Jujuba. A pequena e doce garota ouviu de uma velha sábia que existia uma aldeia, além das montanhas, chamada Jujubalândia e que alguns meninos desapareceram ao procurar pelo lugar misterioso. Ela contou aos moradores, mas ninguém acreditou em sua história.

Até que um dia, Jujuba foi em busca dessa aldeia. Subiu a montanha, desceu, enfrentou monstros e seres terríveis que saíam das cavernas. Ela sempre andava com umas balas jujubas no bolso. Era só ela jogar na boca dos monstros que eles explodiam. Mas esses doces explodiam somente na boca dos monstros. Durante à noite, ela se alimentava com essas jujubas.

Depois de muito tempo, Juliana chegou à aldeia Jujubalândia. Tudo era colorido, com casas feitas de biscoitos, árvores com balas, flores de marzipã e moitas de algodão doce. Então ela se perdeu em meio a tantas gostosuras e delícias. Ela comia, comia, mas nunca engordava. Ficava embaixo das árvores se deliciando, lambendo os dedos, até que ela se lembrou de sua missão: encontrar os meninos perdidos.

Caminhou pela aldeia, disfarçada de jujuba gigante até que avistou os meninos. Eles estavam enormes e gordos de tanto comer doces. Ela os escondeu dentro das moitas de algodão doce e fugiu com os garotos. Como a viagem era longa, a caminhada fez os meninos emagrecerem saudáveis. Eles voltaram para casa e, a partir desse dia, todos da vila passaram a acreditar nas histórias de Jujuba.

História escrita por Irene Tanabe

Minha querida amiga Irene criou esta história em minha homenagem. Preciso dizer o quanto ela é especial?

Ah, uma dica. Suas contações de história com origami são imperdíveis. Confira a agenda aqui.

http://origamii.wordpress.com

Etiquetado , , , ,

Meu manifesto

Direitos Universais das crianças em escutar contos

Toda criança (menino ou menina) – sem distinção, língua ou religião – goza plenamente do direito de conhecer as fábulas, mitos e lendas da tradição oral de seu país, dos países irmãos e do restante do mundo.

Toda criança tem o direito de inventar e contar seus próprios contos, assim como o de modificar os já existentes, criando e recriando suas próprias versões.

Toda criança tem o direito de escutar contos sentada no colo dos avós. Aquelas crianças que tenham os quatro avós vivos poderão cedê-los a outras crianças que, por diversas razões, não tenham avós que lhes contem contos.

Toda criança tem o direito de manifestar abertamente sua alegria e carinho para com aquele adulto contador de contos que façam vibrar sua imaginação, permitindo-lhe que habite no maravilhoso mundo da realidade literária.

Toda criança tem o direito de exigir novos contos. Os adultos têm a obrigação de nutrir-se permanentemente de novos e imaginativos contos próprios ou alheios, longos ou curtos, com ou sem reis, lagartos e castelos, fadas ou dragões. O único imperativo é que sejam bonitos e interessantes.

Toda criança tem o direito de dormir enquanto lhe contam um conto.

Toda criança tem o direito (sempre) de pedir outro e outro e mais outro conto. E também pedir que lhe contem um milhão de vezes o mesmo conto.

Toda criança (por último) tem o direito de crescer acompanhada de um “Era uma vez…”, palavras mágicas que abrem as portas da imaginação em direção aos sonhos mais belos da infância.

* Texto de Leonardo Posternak, em O direito à verdade.

Etiquetado , , , ,

Livro da semana: Até as princesas soltam pum

Um pouco sobre Até as princesas soltam pum

Criança vive fazendo pergunta que a gente não sabe responder. E é justamente uma pergunta como essa que nos convida a descobrir os segredos de algumas princesas. “Pai, as princesas soltam pum?”. O pai da Laura não foge. Responde em grande estilo, recontando trechos secretos de histórias clássicas, que andavam escondidos no Livro secreto das princesas. Sim, a Cinderela, a Branca de Neve e a Pequena Sereia também soltam pum. O importante é ler esta história em voz baixa. Temos que manter este segredo.

Eu e o livro

Quando acabei de contar como aconteceu o pum da primeira princesa, perguntei:

– Vitor, você está sentindo algum cheiro estranho?

Ele responde, cheirando o livro.

– Nossa, que cheiro ruim. Acho que a Cinderela comeu feijão, tia.

Leio mil vezes: 

Até as princesas soltam pum

de Ilan Brenman, ilustração de Ionit Zilberman

Brinque-Book

Ilustração Ionit Zilberman


Etiquetado , , , , ,

De tanto sonhar, transformou-se em um sonho

Laura era uma lã muito sonhadora. Todos os dias, deitava bem cedinho na cama para começar a sonhar, mesmo com os olhos abertos. Numa noite, sentiu que mexiam nos seus cabelos e acordou depressa. Era uma velhinha sorridente, que embaraçava os fios. Que coisa mais esquisita, ela pensou. E logo voltou a dormir, embalada pela ternura daquela senhora. No dia seguinte, acordou radiante. Estava linda, cheia de tranças. Tanto que, a partir daquele dia, um casal passava horas e horas observando-a. Sonhavam olhando para o sapatinho de bebê em que Laura se transformou.

* para Cris e Edu, que não conseguiam dormir de tanto sonhar com a Laura.

Etiquetado , ,