Arquivo mensal: fevereiro 2012

Livro da semana: A grande fábrica de palavras

Um pouco sobre A grande fábrica de palavras  

Se quase tudo o que temos foi fabricado em algum lugar, de onde vêm as palavras? Em que país elas são fabricadas? Este é o cenário de A grande fábrica de palavras, onde falar custa caro e Philéas, sem dinheiro, precisa encontrar um jeito de dizer o quanto gosta de Cybelle.

Eu e o livro

No final da contação, logo depois que contei qual era a última palavra de Philéas para conquistar Cybelle, um menino, em meio a um grupo de meninas, levantou, com ar galanteador: “Que burro. Eu não diria isso para ela. É muito melhor chamar para sair”.

Leio mil vezes: A grande fábrica de palavras, de Agnès de Lestrade e Valeria Docampo. Aletria Editora

Num país onde falar custa caro, tomar sopa de letrinha é mais chique do que comer caviar

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Livros ganham Oscar

Os livros ganham vida nesta animação e na minha história.

Assista ao curta Os fantásticos livros voadores do Senhor Lessmore, vencedor do Oscar 2012, e boa leitura.

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Não, querido, o leite não vem da caixinha. Vem da vaca.

Sim, essa conversa realmente existiu em uma sala de aula de São Paulo. Se a gente pensar um pouco, é meio lógica a associação do menino. Se ele só vê o leite sair da caixinha, o leite vem da caixinha. Por que não? Poderia vir da padaria ou do supermercado também. Risos. Essa é uma das consequências da correria, da vida em grandes cidades. Normal. Para não correr este risco, levei minha sobrinha à Fazendinha – Estação Natureza. Fica um pouco depois do aeroporto de Congonhas. Quem embarca nem imagina que ali perto, entre um cruzamento e outro, criança tira leite de vaca, dá comida para pato, ovelha, ganso, anda a cavalo, pega coelho e porquinho da índia no colo e passa um dia inteiro perto da natureza. O espaço não é grande como o de uma fazenda, mas é bem acolhedor. Os monitores são ótimos e, no final, ensinam as crianças a fazer pão e minhocas de argila.

Leve logo o seu filho, antes que ele comece a achar que todo porco é rosa, que as vacas vivem nos livros e que cavalo é o modelo do carro do príncipe encantado.

Av. Washington Luís, 4.221, Santo Amaro.

Telefone: 5034.2728. Sáb. e dom.: das 10h às 17h. Ingr.: R$ 30,00 (adulto) e R$ 35,00 (crianças de dois a 12 anos). Estacionamento: R$ 10,00.

PS.: Se você vai ficar por aqui no Carnaval, vai ter baile e oficina de criação de máscaras.

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Diferente é quem ainda não aprendeu que somos iguais

Quando anunciaram que a próxima contação de histórias do Festival do CCBB seria em Libras, passei a admirar quem eu ainda nem conhecia. Isadora Borges. Ela é muda e conta história. No mínimo, diferente. A voz é um dos instrumentos mais trabalhados na contação. Ela precisa muito justamento do que não tem. É como ficar a vida toda em recuperação em matemática e escolher o curso de Economia no vestibular. É se sentir em casa em outro país. É viver para conquistar. É fazer do trabalho uma lição de vida. Foram cinco minutos de intervalo entre uma contação e outra e, ansiosa, fiz mais de dez comparações como essas. A contação começou, era a vez de A esposa do jaguar. Logo entendi.

Isadora não pode falar, mas pode contar histórias muito bem. E isso não é um paradoxo, é sinestesia pura.

Ela fala com os olhos.

Fala com as mãos.

Com os gestos.

O corpo.

Alma.

Quem acha que não falar é ter uma limitação errou. Errou feio. Ela só não fala do mesmo jeito que a gente. Nada diminui a habilidade de Isadora se expressar. Quem tem limitação é quem ainda não percebeu que as diferenças não existem. Quem ainda não sabe que a grande diferença está em acreditar ou não na sua própria capacidade.

Fui para ouvir uma história e saí com duas. A do jaguar e a da Isadora. Vou tentar entrevistá-la. Ou melhor, vou entrevistá-la. Acabei de aprender que sempre posso conseguir.

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Festival de risada

Domingo, dei um pulinho no CCBB para conferir algumas contações. Era o segundo dia do Festival de Contadores de Histórias. Além de boas histórias, ouvi uma risada que ecoou o dia todo dentro de mim. Uma senhora ria forte. Ria com o corpo. Ria por inteiro. E todos nós ríamos depois da risada dela. Adoro quando a felicidade é generosa. Contagia. Domingo de sol, por dentro e por fora.

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Uma criança de 41 anos

Segunda-feira, ele fez aniversário.

O que você quer de presente?

– Prego. Prego. Eu quero prego. Você pode me dar um dinheiro para eu comprar prego?

Ele tem feito peças com madeira. Quer construir um mundo novo, só dele, onde tudo faça mais sentido.

Feliz aniversário, primo querido.

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No meio do filme, um post

Acabei de ouvir.

“As crianças falam o óbvio, e a gente ignora. Se o mesmo for dito por um filósofo ou um escritor, a gente acha maravilhoso.”  Quem falou essa foi William Shimell, em Cópia Fiel.

Agora, vou apertar o play.

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Paixão antiga

Faz tempo que as histórias tomam conta de mim. Esses bilhetinhos da caderneta da creche Deleite são a prova disso.

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